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A importância do aprendizado contínuo para a longevidade

  • borarejuvelhecer
  • 2 de jan.
  • 2 min de leitura

Vivemos em uma época marcada por transformações aceleradas na informatização e na escalada tecnológica. Para viver nesse mundo dinâmico por muitos anos, é imprescindível desenvolver uma competência-chave pouco falada: o aprendizado contínuo.


A ideia de que aprender se limita a uma fase específica da vida — como nos tempos em que nossos pais e avós declaravam ter “terminado os estudos” — é uma mentalidade ultrapassada. Na chamada modernidade líquida em que vivemos, conceito introduzido pelo filósofo Zygmunt Bauman, é essencial entender que o futuro depende de flexibilidade e de uma disposição constante para a curiosidade.


O tempo de estudo ou aprendizado não está restrito à juventude ou maturidade; é necessário que nos mantenhamos ativos e integrados em todas as fases da existência. Como seres humanos, somos adaptáveis por natureza a ambientes desafiadores, e essa capacidade de adaptação também deve ser usada para o aprendizado contínuo.


Aqui entra o conceito de lifelong learning, ou aprendizado ao longo da vida, que se refere à necessidade de aprender continuamente, independentemente da idade ou contexto.


Introduzido nos anos 1970 pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento (OCDE) no manifesto Recurrent Education: A Strategy of Lifelong Learning, o conceito destaca a importância de aprender não apenas em ambientes formais, como salas de aula, mas também em contextos informais.


Essa perspectiva é amplamente explorada no livro “Lifelong Learners – o poder do aprendizado contínuo”, de Conrado Schlochauer, Ph.D. em Psicologia da Aprendizagem. Schlochauer observa que o termo “formado” sugere que não há mais o que aprender, uma ideia que não se encaixa em um mundo que exige atualização constante.


No cenário atual onde a capacidade de processamento dos dados dobra a cada 18 meses, precisamos integrar o aprendizado como um componente essencial da vida. Mais do que um requisito para “sobreviver” em uma sociedade acelerada, aprender continuamente é um meio de prosperar, de se manter relevante e conectado. Além disso, adotar a mentalidade de lifelong learning é também uma forma de se proteger contra o isolamento social e os riscos da solidão, que podem levar a problemas como depressão.


Portanto, aprender não deve ser visto como uma obrigação, mas como uma oportunidade de crescimento. E isso requer mudanças no modo como encaramos o conhecimento.

Precisamos olhar para o ato de aprender como uma ferramenta que gera menos dependência intelectual e aumenta a nossa capacidade de adaptação ao longo da vida. Ao mesmo tempo, em um mundo saturado de informações, é essencial selecionar o que aprender, priorizando conteúdos que estimulem a criatividade e o desenvolvimento pessoal.


Ao abraçarmos o aprendizado contínuo, ganhamos mais do que informação: conquistamos poder sobre nossas próprias vidas, fortalecemos nossos laços sociais e ampliamos nossas oportunidades de integração. Por isso, o Lifelong learning é a chave para uma vida mais participativa e conectada.


Aprender a aprender é um dos segredos menos divulgados para se viver mais e melhor, mas é uma das ferramentas mais importantes, senão a maior delas, para viver com autonomia intelectual, desempenho cognitivo e preservação de memórias.


Nunca desista de aprender, independentemente da idade, pois não existe vida, sobretudo uma vida bem vivida, desassociada de conhecimento e aprendizado.

 
 
 

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